Domingo, 5 de Julho de 2009

A hora do rango...

Gostaria de saber quem foi o maldito que inventou a comida por quilo. Esse cara tinha raiva da mãe, só pode. Tempos atrás havia quem defendesse a tese de que esse tipo de alimentação resolveria os problemas daqueles que se alimentam longe de casa, não curtem ou não podem levar o seu próprio rango.

Perto da editora em que trabalho há basicamente três restaurantes freqüentados pela galera. Apelidados respectivamente de: "Gordurinha Grill", "Fumacinha Grill" e "Geladinho Grill", não são lá sinônimos de alta gastronomia. Pelo menos também não são de estomatite. O primeiro, na verdade é um "botecão". Comida honesta, preço em conta e perfume de fritura na roupa como brinde da casa! O segundo, com opções, tem até churrasqueira. Só se esqueceram de abrir/fazer/limpar a chaminé. Perfume "barbicure", também por conta. O terceiro, como se pode imaginar não tem fumaça. Mas também não tem fogo para esquentar a comida!

Há ainda um outro, muito melhor que esses citados. Chamamos de "Furazóio Grill". Lá você não sai fedendo a comida, tampouco o rango é servido frio, ou o tempero é salgado. Mas o precinho... Camarada nem no nome! O "estabelecimento" se chama TCP - The Cooking Place. Além de não traduzirem o nome, também não converteram de dólar para real.

Outro dia estava eu no "Self Service" do "The Cooking Place" (só faltou ser "delivery"), escolhendo uma comidinha saudável. Pesei o prato e tinha lá uma velhinha atrás de mim. Assim que peguei minha comanda ela olhou, com cara de desdém e disse: "Humpt, pagou abobrinha, que é água pura, a preço de filet". Cassete de velhinha! Nunca uma abobrinha desceu tão quadrada. E olha que eu gosto de abobrinha. Pior é no prato dela só dava salmão, alcaparra e companhia. Deve ter uma cobra na carteira e um escorpião no bolso.

Bem... Chega de falar bobagem. Vou nessa que está me dando fome. Mais uma vez, acho que vou fazer um mingau!!!

Abs!!

Sábado, 4 de Julho de 2009

Novidades

Sem muito o que fazer no fim de semana, eu e meu amigo de longa data Joe, procuramos algumas ferramentas legais para colocar nesta humilde, mas internacional página. No mapa ao lado, você confere as cidades e países de onde vêm os acessos, assim como o número de pessoas on-line por aqui. Também colocamos uma lista das histórias mais acessadas, segundo o relatório do google analitics, que controla a frequência de visitas. Agora, para ler os causos mais visitados, nem precisa ficar procurando! Basta clicar! Não é muita coisa... Mas aos poucos a idéia é deixar este espaço mais interativo e divertido.
A todos, um abraço!

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Pendências e "bloguisses"

Dando uma olhada em posts anteriores e alguns comentários em especial, alguns assuntos aqui tratados ficaram soltas no ar. Começando pelas mais antigas, alguns podem se perguntar: e tal do layout novo, para onde foi? A bem da verdade é que o Joe, meu amigo de longa data, fez um excelente trabalho. Passamos um sábado inteiro até chegar num conceito para o "novo blog". Importamos todo o conteúdo para o domínio "vidadereporter.com.br", mas no fim das contas... Algo faltava. Não sei bem por que, mas o fato é que este espaço possui alguma coisa meio anárquica que não conseguimos reproduzir no outro endereço. Ficou um pouco “careta”, muito certinho... Além do que, este blogspot, serviço oferecido pelo google, o dominador de planeta, tem algumas ferramentas maravilhosas. Exemplo são esses "seguidores". Algo que ainda não conseguimos reproduzir fora daqui! Não dá para simplesmente, em nome de um layout novo, deixar todos os leitores para trás! Então, por ora, vamos ficar hospedados aqui mesmo.

Regime: comecei a contar as histórias e como é complicado manter uma dieta saudável neste mundo moderno. Tudo estava indo muito bem e eu começava a me sentir um coelho, de tanto roer cenouras e mastigar folhas verdes. Tudo ia bem, eu me gabava do rango saudável até chegar o fechamento... Sanduíche num almoço... Mc entrega num jantar... Resumindo a situação: durante uma semana fiz apenas duas refeições, o resto só foi porcaria! Preciso, urgente, voltar a fazer exercícios físicos. Ter alguma atividade esportiva é algo que me faz muita falta. Em suma, às vezes na prática a teoria é outra! Mas logo mais estarei em férias e quando isso acontecer, vou me vingar! Comida saudável e tempo suficiente para pegar um condicionamento físico razoável. Então, por enquanto vou administrando. Pelo menos esse é o plano!
Abs!!!

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

O dono do bordel!

Atenção leitor, seus problemas acabaram: agora na iminência de problemas com a justiça, queda de avião, ou qualquer outra pendência legal, prenda o Maroni! Para quem não se lembra, Oscar Maroni é o lendário "empresário", dono da casa noturna Bahamas, dedicada a promover encontros entre belas moças de comportamento não tão belo assim, com endinheirados à procura de diversão e nenhum compromisso afetivo.

Quando o avião da TAM caiu em Congonhas, prenderam o dono do bordel como "resposta imediata". A justificativa é que ele tinha construído um prédio acima da altura permitida. Mas, nenhum político ou autoridade respondeu até hoje por qualquer coisa que seja. O aeroporto continua aberto, os mesmos aviões sobem e descem e a rapaziada da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) tenta nos convencer de que, apesar de a pista ser a mesma, é como se ela tivesse ficado maior (?).

Maroni também se candidatou a vereador na cidade de São Paulo. Ameaçou levar algumas de suas “moças” para passear na Câmara. Na época, muitos vereadores se esconderam embaixo de suas mesas, com medo de serem reconhecidos por algumas das "meninas do Maroni". Reza a lenda que, se fosse eleito (o que não aconteceu), Maroni não sentiria muita diferença entre o Bahamas e os bastidores do legislativo paulista.

Hoje, Oscar Maroni foi preso mais uma vez. Dessa vez não porque um avião caiu. Mas porque o Ministério Público o processa por explorar a prostituição, o que também não chega a ser uma novidade. Mas é engraçado que essa prisão aconteça mais uma vez diante de um escândalo político, com o presidente do Senado acuado num canto, perdendo aliados, prestígio e a própria história.

A bem da verdade é que nós, eleitores, precisamos mudar a tática. Durante anos temos votado nos filhos dessas moças que trabalham em casas como o Bahamas, ou esquinas como a Rua Augusta. Talvez o jeito seja votar nas próprias. Quem sabe assim, alguém arruma aquele, bem, deixa pra lá.

Abs a todos,

Fui!!!

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Desgraça pouca é bobagem!

Mês passado, todo pimpão, lá fui eu fazer uma reportagem sobre caminhonetes de luxo. A ideia, como sempre, era testar alguns dos possantes mais cobiçados do mercado, acelerando pelas estradas de São Paulo. Hillux SW4, Captiva, entre outras passaram pela redação. Como asneira não escolhe dia ou lugar, conseguimos (eu e meus colegas) a proeza do que se pode chamar de um novo recorde mundial de cagadas automobilísticas. Tudo bem que a diversão foi legal, mas a brincadeira custou caro! Em uma semana, consegui levar três multas de rodízio. Uma com meu carro e outras duas com as caminhonetonas. Como eu ia saber que, justamente naquela semana, instalaram um radar que enxerga mais que coruja no escuro? Implacável, o radarzinho, lazarento, me flagrou saindo do trabalho cinco minutinhos antes de terminar o rodízio! Nas três multas! CINCO MINUTOS!!! Nessa hora os marronzinhos deviam estar dormindo e aquele radar não era para estar lá!!!

No fim das contas quem ficou com os pontos foi o Hugo, repórter da ISTOÉ DINHEIRO, que retirou os carros na concessionária. Ele também conseguiu levar uma multa, só dele. O cara é bom em levar multas! Leva até as que não são dele! Depois fizemos um acerto e tudo se resolveu. Mas acho que ele saiu perdendo!!! Mas a melhor mesmo foi a do Eduardo... Bom de braço, ele jura que a coluna de sustentação do prédio dele se mexeu enquanto ele manobrava a Hillux. Sobrou alguma coisa da coluna. Mas a lateral do carro... rs. Tudo bem, foi só um arranhão. De fora a fora, uma lateral inteira. Como o carro é de teste, o pessoal da montadora nem esquenta muito a cabeça e basta fazer um relatório de sinistro que o resto se resolve sem ônus aos barbeiros, digo, motoristas. Mas confesso: foi engraçado ver o sujeito pálido, morrendo de medo de ter de pagar a reforma de um carro de R$ 180 mil. Logo que ele contou o ocorrido, não me lembro quem foi o espírito de porco que disse: "xiiiii... vai ter que pagar!". Depois, alguém contou a verdade para o figura, uma pena! No fim a matéria saiu bem bacana e logo mais faremos uma nova sobre picapes pequenas. E assim que sair a frota 2010, com certeza vamos acelerar de novo. Só que dessa vez, de olho nos radares. E nas colunas também.

Enquanto isso, no avião...

Viagem de avião é sempre uma surpresa. Primeiro, pela dúvida sobre o próprio avião... Por mais seguro que seja, nunca se sabe! O bicho arranca, acelera e avoa, como diz o caipira! Além disso, sempre há a possibilidade de um chato sentar ao seu lado. Me lembro, certa vez numa viagem, quase morri intoxicado com um garoto que, certamente, havia comido repolho com ovos cozidos antes de embarcar. Para casos como esse, é interessante seguir o seguinte roteiro:

1.) Deixe o avião estabilizar, lááá no alto...
2.) Tenso, abra a sua mala, olhando freneticamente para os lados...
3.) Ligue o seu note book...
4.) Acesse a internet (se possível, senão grave o arquivo)...
5.) Inspire bem fundo, coloque as duas palmas das mãos viradas para cima e feche os olhos...
6.) Olhe para fora da janelinha, como quem olha para o Céu..

(É importante fazer isso de forma bem teatral e ter certeza de que o chato ao seu lado acompanha tudo)

7.) Certo de que o mala está vendo tudo, acesse o link:
http://www.myit-media.de/the_end.html e aumente o som! Caso você não seja preso, será muito divertido!

Fui!!!!

Domingo, 28 de Junho de 2009

Politicamente (in)correto

Que o mundo é cheio de gente desocupada, isso não é bem uma novidade. Mas há uma coisa me intriga: a que horas do dia as pessoas decidem o que é, ou não "politicamente correto? Será naquela ida ao banheiro? Oooops... Gafe! O termo politicamente correto é toalete! Enfim, só mesmo um momento de muita concentração para explicar certos raciocínios... Outro dia, lendo uma entrevista com um sociólogo, ele dissertava sobre o que é, ou não, adequado falar em nossos dias. Digo "adequado" porque em se tratando de política brasileira, o termo "politicamente correto", seja, digamos... Politicamente incorreto! Afinal, se o Sarney, o Agaciel e tantos outros são políticos... Como pode ser este o termo para algo de tamanha correção?

Enfim, vamos aos exemplos. Fiquei sabendo que falar em homossexualismo virou caso de polícia. Agora o termo é homossexualidade! Realmente, GRANDE diferença... A explicação é que o sufixo "ismo" (lembrando das aulas de português) remete a doenças... Há uma lógica nisso, mas também algum exagero. Radicalismo, presidencialismo, parlamentarismo, não são doenças, o que mostra algum desconhecimento de nossa língua por aqueles que nela querem palpitar. Essa, segundo nossos sociólogos é importante: não é "de bom tom" dizer que alguma pessoa tenha “opção sexual”. Bacana, mesmo, é dizer "orientação sexual", por mais que a opção seja estranha e a pessoa desorientada! Vai entender...

Essa coisa de politicamente correto é chata. A criação de uma linguagem neutra às vezes acaba tornando evidentes alguns preconceitos antes não percebidos. Se lembra daquele quarto-zagueiro do seu bairro? Em vez de "Negão", de acordo com o "politicamente correto", na camisa do time deve estar grafado: "Afro-brasieiro". Zagueiro com esse nome ninguém respeita!

Seguindo no futebol. Tempos atrás, quando se queria xingar um árbitro, dizia-se que se tratava de um grande Filho da P... . As coisas mudaram e tal alcunha deixou de ser admissível e o termo "cool" para indicar a profissão mais antiga do mundo mudou. Hoje, sequer a palavra "prostituta" é aceita! Por mais que a prostituição, ainda exista. Quando um cidadão passar em frente ao Jockey Club de São Paulo, ou na rua Augusta, deverá tecer seus comentários usando a expressão "profissionais do sexo". Chique, não?

Em 2005, um grupo de desocupados do governo federal chegou a lançar a "Cartilha do Politicamente Correto", com recomendações para a não utilização de algumas centenas de expressões, num verdadeiro conjunto de absurdos. Ela foi recolhida por ser considerada desnecessária. O termo "gringo", por exemplo, está errado. Deve-se usar "estrangeiro". Sabe aquela música do Zeca Pagodinho: "Judia, de mim... Judia, que não sou merecedor, desse amor". Pois é... O verbo judiar também deve ser evitado, porque, segundo o pessoal do governo, judiar vem de "judeus", portanto, um claro preconceito religioso. Assim como o verbo "denegrir", relacionado a "negro". Ambos incorretos. "Ladrão", segundo o manual, deve ser riscado do dicionário, porque ladrão é usado para pobre enquanto rico é "corrupto". Esses caras nunca viram o que se fala do Maluf, do Lalau e tantos outros?

Para se ter uma idéia, ou melhor, ideia, da proporção que essa "tendência" está tomando, convido a todos para darem uma "espiada" no que o pessoal da secretaria dos direitos humanos queria enfiar goela abaixo da sociedade. É muita falta do que fazer. Toda forma de preconceito deve ser combatida com energia. Contudo, num país plural e multiétinico como o Brasil, tenho a impressão que algumas ações colaboram mais para atrapalhar do que ajudar. É só conferir!

http://br.geocities.com/marcioalexandre/cartilhaintegral.PDF

A todos um abraço, afinal, isso ainda é correto mandar!

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Contagem regressiva!

Falta pouco para este humilde Blog bater a marca de 10 mil acessos! Uma merreca se comparado a alguns gigantes! Mas, para quem não tinha nenhuma pretensão, está bom demais!! A todos, meu muito obrigado!!!!

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Brincadeira de criança!




Neste mês, duas crianças brincaram de carrinho na redação. Eu, aos 33 anos e o repórter Eduardo Savanachi, de 28. Tudo começou com uma miniatura de trator. Já que se trata de uma revista de agronegócio, porque não fazer uma simulação de uma fazenda? Com tratorzinhos, colheitadeiras, pulverizadores e tudo mais... A idéia pegou e, aos poucos, começamos a garimpar algumas miniaturas. Carrinhos são obsessões masculinas e conforme os brinquedos chegavam mais gente vinha olhar em cima da mesa. Ao todo, juntamos uns dez carrinhos. Depois de uma conversa o diretor de redação, eis que o cidadão saca uma "Fortune", revista gringa, para mostrar uma referência de um ensaio fotográfico feito num jardim, tendo cogumelos como as grandes estrelas. Com direito a alguns bonequinhos - tipo smurfs - compondo a cena.

A idéia foi crescendo e chamamos o editor de fotografia para discutir a coisa. O cara pirou e começou a pensar em trocentas formas de fazer a foto. Fomos para o estúdio, com sacos de terra, soja, milho, arroz, ervilha, feijão e tudo que se tem direito. Ah, o José Sérgio Osse, repórter da IstoÉ Dinheiro, coleciona lego e cedeu alguns "operários" para a foto. Montamos o cenário. As imagens ficaram por conta do Samir Batista, fotógrafo da casa. Mas acontece que outro homem-clique - o Murillo Constantino, chegou na hora do ensaio e também viajou na batatatinha. Ele começou a montar um monte de luzes, contra-luzes e por aí vai. No fim, o que era uma brincadeira de criança, envolveu seis profissionais e o resultado parcial você vê na foto ao lado! Sei lá, acho que valeu a pena!!!! Acho que os leitores vão gostar, principalmente os homens. Só um detalhe: se esses brinquedos fossem de verdade, haveria em cena mais de R$ 6 milhões! No fim das contas, melhor mesmo é brincar de carrinho, um jeito diferente de ser fazendeiro por um dia!

PS: De todos os brinquedos da foto, seis enfeitam a minha mesa de trabalho e “ai” de quem mexer!

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Cadê o meu sabão!

Outro dia cheguei cedo à redação, por volta das 9h. Sim, em horário de jornalista isso é quase madrugada. Olho minha mesa lotada de papéis. Folha por folha, vou escalando a montanha. Uma hora depois ela está limpa. Algumas manchinhas do copinho de café me incomodam. Lembro que, meses atrás, comprei uma daquelas massinhas abrasivas para limpar computadores e estações de trabalho que, em bom português é a mesa nossa de cada dia. Certo de que debelaria a sujeira, abro gaveta: outra montanha de papel. Começo a escavar. Mais uma hora! Folha por folha, chego lá! Acho meu sabão. Um potinho bonitinho, com espuminha e tudo, só faltava mesmo o desenho do Bob Esponja! Quando abro, o pote... Cadê o sabão? Nada! Vazio... Nem sombra... Olho de novo. Viro contra a luz. Nada. Deram cabo do meu sabão!

(Neste momento entra um flashback a fim de tentar apurar aonde foi parar o sabão)

Todo dia cedo, a redação passa por uma arrumação. Há umas quatro ou cinco senhoras que por lá trabalham. Às vezes elas arrumam, às vezes desarrumam. Não sei se é por distração, ou mesmo por vingança, mas elas insistem em trocar papéis entre as mesas mais bagunçadas. O mais legal é que elas olham torto quando alguém chega antes das 10h. Cá para nós, tenho a impressão que alguma daquelas senhorinhas, muito da espertinha, ao abrir a minha gaveta num dia de arrumação, deu de cara com o meu potinho encantado. Deve ter olhado para um lado... Deve ter olhado para o outro... Não viu ninguém e pegou só um pouquinho... E assim foi indo até o fim...

(Volto do flashback, com o telefone tocando, o mundo caindo e eu lá, viajando no sabão)

Sem grandes opções, molho um singelo paninho num pouco de água e mãos à obra! No fim minha mesa estava limpa. Não como eu queria... Na verdade eu queria que “minha estação de trabalho” ficasse reluzente igual à mesa de um dos nossos colegas, que senta perto de mim.... Esse cara, muito gentil, sempre oferece bolachinhas e faz elogios àquelas senhorinhas... Pelo jeito não é difícil imaginar aonde foi usado aquele meu potinho de sabão!

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Carta a São Pedro

Querido São Pedro,

Sei que o Sr é um cara, digo, um santo muito ocupado, mas tenho algumas obsevações a fazer. Achei totalmente dispensável aquela sua gracinha, de fazer a temperatura despencar só porque eu tinha de acordar às 4h30 para tomar banho e sair de viagem (a trabalho, para que fique claro!). Também não tenho muita certeza da necessidade de fazer chover tanto aqui no cerrado baiano nessa época do ano, ainda mais considerando que o Sr anda exagerando nas chuvas por aqui... Por causa dessa chuva, hoje fiquei todo molhado fazendo uma reportagem, pisei no barro e caí, meio sentado, meio de lado, aqui numa poça d'água! A sorte, Sr São Pedro, é que fui de circo e não molhei totalmente os fundilhos. Além disso, aquela velhinha que passava perto, quase teve uma parada respiratória de tanto rir. Isso sem contar o voo, né? Precisavam aquelas nuvens pretas, horríveis, com cara de fim do mundo só porque o avião iria pousar?... Meu querido Santinho... O nome da aviação era Passaredo, mas tem quem chame de "Passamedo", então, será que dá para dar uma aliviada na próxima vez? Voltando a velhinha... Ela sobreviveu prezado Santo... Disse até que havia sido uma das coisas mais engraçadas que ela vira e que, por sinal, tinha valido a pena ser este ano a primeira vez que chove aqui em Junho. Pelo menos desde que ela mora aqui, há 50 anos... É necessário tanta chuva, querido santo? E os meus pés, tadinhos... Todos enxarcados... Aí sabe como é... A meia molha, o pé esquenta... Calor, umidade... Tem que comprar remédio contra fungo... Eu sei que o Sr pode falar que eu me livrei do frio horripilante de São Paulo, que ficar nos três graus paulistas seria muito piore do que os confortáveis vinte graus em que me encontro... Eu sei! Mas tinha baiano parecendo esquimó, de tanta blusa! Mais um pouco o prefeito suspendia as aulas nas escolas e declarava estado de calamidade!!! Então, Sr São Pedro, peço a sua colaboração para os próximos dias!!! Se não for pedir muito, claro!

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Diário de um gordo - A saga continua!

Realmente a vida saudável não é nada fácil nesta metrópole chamada São Paulo. Ou Sumpaulo, como preferem alguns. O fato é que faz uma semana que não escrevo neste blog. O Joe acha que eu pipoquei do regime, mas pipoca pode!!!! O Angelim, pelo jeito, pensou que de tanto emagrecer, devo ter sumido... Mas a culpa é do meu chefe! Olha que coisa... Estava eu chegando na redação, pronto para colocar minha saladinha na geladeira quando o Diretor vira e fala: "Ibiapaba, quebre um galho para mim... Me represente num almoço hoje lá no Rubayat...". O Rubayat é um lugarzinho aqui em sampa cuja picanha é possível cortar com uma colher e, justo naquele dia estavam servindo a famosa feijoada. Ordens são ordens. Segui para o almoço e, claro, almocei! Não se pode comer uma picanha e tomar um refrigerante Diet! Uma coca-cola, duas... Mais sobremesa. lembra da saladinha da semana? Então... Quer dizer... Comi umas folhinhas de entrada... Isso foi na quarta-feira da semana passada. Na sexta, a rapaziada quis almoçar fora, mas resisti bravamente e continuei a saga da alface. Mas o sábado chegou. Eu e minha digníssima namorada fomos ao interior. Ela me acompanhou numa entrevista que tinha de fazer com um criador de... Cordeiros. Reportagem assim normalmente acaba em comilança. Dito e feito só que em fez cordeirinhos a situação se agravou e fomos surpreendidos por uma feijoada!!! Só que não se trata de qualquer feijoada (ATENÇÃO ANGELIM!). A feijoada do cidadão era feita na panela de barro e no fogão de lenha!!! A cozinheira tirava toda a gordura, fritando as carnes antes... Estava cozinhando havia umas sete horas... Obviamente que um prato matou a fome e outro, a gula!!!! Depois disso, a vaca foi para o brejo e enfiei o pé na jaca o fim de semana todo! Segunda-feira retomei a operação "comer bem" e voltei a trazer saladinha para o trabalho... Na verdade essa foi a grande mudança até agora, além de eu estar maneirando no refrigerante. Realmente cortar os carboidratos dá depressão, e tenho comido uns pãezinhos e massas de vez em quando... Principalmente à noite, que é levinho e de rápida digestão. Hoje é quinta-feira, não trouxe a salada e vou encarar o botequinho da esquina. Arroz, feijão, bife e batata-frita. Afinal, também sou filho de Deus! O resultado disso? Não faço a mínima idéia... Não me peso faz um tempo! Mas pelo menos tem sido divertido. Bem, meio-dia... Hora do rango!

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Diário de Gordo - Part II

Minhas preces de nada adiantaram e a esteira funcionou perfeitamente! Levei saladinha para o trabalho nos dois primeiros dias da semana e ainda estou respirando! A batata da perna dói e se o peito do pé não ficasse realmente no pé, ia sugerir a ele uma bombinha de asma! Viver de forma saudável é um desafio. Gosto de tudo que faz mal: fritura principalmente. Descobri também que falta de carboidrato me deixa depressivo! Cheguei a essa brilhante conclusão na minha última incursão no mundo das saladas, depois de uma semana de tortura, quer dizer, comida natural! Percebi que estava reclamando da vida muito mais do que costumava. Lembrei que tinha praticamente cortado o arroz, além de ter passado longe do macarrão. Resolvi o problema com um prato nhoque e felicidade novamente sorriu para mim.

O problema da comida saudável, principalmente a salada é a quantidade. Hoje, durante o almoço, enquanto eu me entretinha com minhas alfaces, rúcula, tomate e afins, percebi que meu prato parecia com um cocho de cavalo, tamanha quantidade de mato que tinha ali! Mais um pouco eu relinchava, porque coice eu já estava dando!!! CADÊ MEU CARBOIDRATO!!!! Resisti bravamente. Agora só falta o resto do mês, são 23h30 e eu preciso acordar cedo! A luta continua, companheiros!!!
Fui!

Domingo, 17 de Maio de 2009

Diário de gordo - PART I

Desde o dia em que pisei na faculdade de jornalismo, em 1996, engordei exatos 20 quilos. Verdade seja dita que naquele tempo eu era de fato muito magro. Com 1.72 (segundo o exército brasileiro), pesava 54 quilos! Hoje, peso 74 o que não chega a ser um absurdo, mas cuidados são necessários. Quando comecei a trabalhar na Editora Três em março de 2007, estava correndo quase dez quilômetros por dia e pesando 68 quilos. Ou seja, quatro quilos abaixo do peso ideal! Isso significa que eu só faço cagada quando o assunto é peso: ou estou abaixo, ou acima!

Para resolver essa difícil equação vou começar aqui a série "diário de um gordo". Durante os próximos 30 dias vou me empenhar numa campanha de melhor alimentação e prática diarias de exercícios físicos. Jornalista é um bicho de horários diferentes. Entramos mais tarde e saímos mais tarde, por isso o primeiro desafio será levantar cedo amanhã. A parte reconfortante é que fica provado mais uma vez o quanto sou otimista! Afinal, começar algo assim numa manhã de outono, levantando às 6h ... É realmente muita pretensão! Mas vamos lá...

O plano é: acordar cedo, tomar um café da manhã normal e dar uma volta no quarteirão. São quatro quilômetros. Vou fazer intervalos de cinco minutos, intercalando trote e caminhada. Numa condição normal, minha frequência cardíaca máxima deveria ser de 187 batimentos por minuto. Mas como não estou afim de ter um troço, vou estipular 150 bpm como máxima. Espero não ficar muito dolorido. Em uma semana já estarei mais condicionado! Agora vou fazer um mingau (sim, adoro mingau) e vou dormir!
Abs a todos!!!

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

O Brasil que o Brasil não conhece

O volume do rádio marcava o nível 15 enquanto uma dupla sertaneja que até então não conhecia fazia a alegria do condutor do carro. Estávamos no Vale do Araguaia, uma lendária região do Goiás mais profundo em que é possível se contar cinco milhões de cabeças de boi! Por questões obvias não me preocupei em tentar conferir o número, mas a imensidão das pastagens e o borrão branco das boiadas no horizonte validam de forma empírica a sensação de ser aquela a verdadeira "terra do boi". Não há naquele canto hora que seja tarde e conversa que seja ruim, desde que o assunto seja boi. No mesmo asfalto em que passam caminhões lotados de animais rumo a matadouros e fazendas, ainda se encontram as velhas comitivas - com peões dormindo em acampamentos feitos de lona em que a sela do cavalo também serve de travesseiro. Não há como não se lembrar do timbre rasgado da viola de Almir Sater e das letras poéticas de Renato Teixeira que tão bem cantam essas paisagens.

Há um toque de mágica naquele Araguaia, cuja noite salpicada de estrelas é o cobertor de quem vive a vida no lombo de um cavalo, entre estradas carregadas de lendas e causos. Assim é, por exemplo, a Estrada do Boi, um pedaço de chão de 120 quilômetros em que as comitivas se esbarram, e num balé especial conseguem passar sem perder ou misturar um animal sequer.

- Dia...
- Dia...
- Quantos bois há nessa comitiva: - perguntou Sérgio, um dos guias a um peão que, animado, tocava uma imensa boiada numa estrada em que poucos minutos antes viajávamos a 150 km por hora.
- São 841 - disse o homem com precisão. Enquanto conversávamos um dos peões tratava de tirar aquele mar de gado da frente do carro. Seria impossível prosseguir sem essa ajuda. Nosso destino estava no porvir de duas fazendas nas cidades de Jusçara e Britânia, cuja reportagem sairá na próxima edição da revista Dinheiro Rural.

Na cerca ali perto, uma fogueira esquentava um caldeirão, cujo cozinheiro cuidava atentamente do rango. Em cinco minutos não havia mais gado a interferir na viagem e, mais uma vez, pisamos fundo rumo ao interior de Goiás.

Havia quase oito horas que eu saíra de casa e naquele momento o estômago estava nas costas. A parada aconteceu em Goiás Velho - uma das nove cidades brasileiras tombadas como patrimônio histórico da humanidade. Uma mistura de Paraty com Ouro Preto. Não bastasse o título de patrimônio da humanidade, o lugar é a terra da poetiza Cora Coralina, cujos versos e história de vida compõem um capítulo à parte na literatura brasileira. Há referências dela por toda cidade e na casa em que morou e morreu, um boneco ilustrando a sua imagem ainda paira na janela que dá fundos a um dos braços do Araguaia.

A viagem prossegue até um das fazendas. Boi é um bicho engraçado. Mesmo bem alimentado sempre arruma um jeito de fazer caquinha. Visitando uma das partes da fazenda, um grupo de garrotes resolveu que boa idéia era comer o retrovisor do carro em que viajávamos. Não estragou muito, é verdade. Mas as marcas dos "dentinhos" estavam lá.

A noite caiu na mesma velocidade que o dia passou. São Paulo nessas horas estava muito distante e me sentia como se há dias estivesse longe de casa. À noite, após o jantar, a solidão se tornou minha amiga, enquanto a lua crescente surgia no horizonte. O pensamento, distante, estava naquela que carreguei no peito até aquele rincão e a vontade de falar com ela sobre aquelas maravilhas se confundia com a frustração de não poder fazê-lo naquele momento.

Nessas horas é que faz falta a conectividade do mundo moderno e tudo que mais desejei é que por ali existisse um cabo de rede a fim de enviar um e-mail ou conversar por telefone. Mas não havia nem um nem outro. Pelo menos não ali e o jeito foi dormir apenas com os pensamentos lá longe com a saudade daquele abraço gostoso. O sono chegou e com ele veio o descanso para às 5h manhã estar de pé para mais uma longa caminhada. Mais estrada, fazendas e pessoas. Muitas histórias e belas paisagens.

Nem bem o olho piscou lá se foi a manhã e pegamos a estrada de volta a Goiás. O boiadeiro estava lá. Na verdade, estava com aquela boiada há 40 dias pelo mundo e ainda havia mais 15 pela frente. Aos poucos, o Araguaia foi ficando para trás e aquelas cenas pareciam mais histórias da vida de outra pessoa, enquanto a capital Goiás se aproximava - quase 400 quilômetros depois.

Com a tarde, veio a chegada ao Aeroporto, a ansiedade de matar a saudade de quem estava tão longe e a volta a São Paulo. Às 23h entrava pelo portão de casa enquanto aquele velho boiadeiro certamente observava as estrelas, lá no Araguaia, na Estrada do Boi, perto de Cora Coralina, no meio de versos de um Brasil que o Brasil não conhece.

Momento Robert


Saí correndo a pé na frente dos cavalos, enquanto eles galopavam em minha direção... Quase fui atropelado, mas ganhei a corrida! Tudo bem, é mentira... Na verdade a foto acima é uma homenagem que a revista Dinheiro Rural recebeu no Jockey Club de Sorocaba, obviamente, na cidade de Sorocaba, no interior paulista. Ao meu lado está o diretor de publicidade da revista, Marcelo Oréfice que se “adonou” da placa rs. Na verdade ele pediu para ficar com a placa, depois que a pendurou na parede! Foi ao vento, perdeu o assento, como dizia minha vó!

Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Sala de embarque...

Aeroporto é sempre a mesma coisa. Um monte de gente atrasada correndo, pessoas saindo de férias e hoje, a nova moda, e o festival do Smartphone. Até algum tempo atrás a cena mais comum era ver a rapaziada com um notebook no colo, acessando a internet. Aliás, como faço agora. O velho computador, porém, deu lugar a telefones inteligentes que ente outras coisas buscam o jornal e fazem cafezinho! O Ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, quase me atropelou hoje. Ele estava atrasado para um voo que saía logo cedo para Brasília. Afinal, hoje é terça-feira, dia que a capital do País começa a funcionar. E segue assim até quinta, quanto todos voltam. Até porque três dias de trabalho consecutivos faz qualquer político ficar cansado...
Abs!

Sábado, 25 de Abril de 2009

Pé na estrada, again!

Desde Novembro do ano passado que o velho chapéu está pendurado atrás da porta, inquieto com a falta da poeira da estrada. Meio remendado, gasto pelo tempo, ele entrará em ação na próxima semana, quando visitarei o interior de Goiás. Serão três dias por entre estradas de chão e muita boiada passando em fazendas que produzem o bom e velho churrasco que todo (ou quase todo) brasileiro gosta. Estava sinceramente sentindo falta do cheiro do meu Brasil profundo! A viagem tem potencial para boas reportagens e, espero, trazer algumas boas histórias para cá também! Vamos ver, concentração total!
Abs!

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

O muro, a queda e o orgulho!

Quando menino sempre me gabei de possuir certa agilidade... Aquela habilidade que a molecada tem para subir em árvores, pular muros e roubar algumas goiabas do vizinho. Fato é que hoje cheguei em casa lá pelas 22h, depois de ter passado pelo lar de minha bela namorada. Chego ao portão e eis que percebo a falta do controle remoto. Pensei: "Oras, isso não é problema! Vou pular o muro". Uma corridinha, pego o embalo e... Nada. Nem cheguei perto de onde precisava! Na verdade tudo foi ridículo: a corridinha, o "salto" e a certeza de que não, eu não era o homem aranha. Para evitar constrangimentos aos morcegos que moram numa árvore próxima e testemunharam aquela cena, mudo a estratégia. Tento subir pela caixa de luz, apoiar no poste e pular por cima do muro. Dá certo. Subo no bendito muro. Olho para baixo e vejo os dois metros e pouco de "queda livre". Nada demais, a não ser pelo fato de uma árvore ter crescido bem onde eu costumava "aterrissar". QUEM PLANTOU ESTA ÁRVORE AQUI!!!! Dou uma olhadinha... Ninguém por perto. Lá vou eu... Chego ao chão. Chego rápido. A perna dá aquela falseada. Caio estatelado no chão, machuco as mãos, as pernas e o orgulho! Felizmente ninguém estava por perto para conferir. Só os morcegos. Levanto, sacudo a poeira, falo uns palavrões para aquela árvore que, por razões óbvias não revidou, tampouco entendeu. Vejo que uma cachorra estava por ali e sinto que ela me olha com desprezo. Olho feio pra a cachorra e sigo em frente! Finalmente chego ao controle remoto reserva, abro o portão e consigo entrar com o carro em casa! Tempo total da operação: 20 minutos e dois hematomas. Próximo passo: lavar os machucados com água e sabão e torcer para que ninguém tenha, realmente, visto minha aterrissagem forçada. Acho que dei sorte! Pelo menos desta vez... Até agora não achei nenhum vídeo no Youtube!

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Rumo ao poder!




Agora, ninguém me segura!
Fotos: Nicholas Vital, da PQP, no Ceará!
Dúvida?! Clique na imagem!!!!